terça-feira, 7 de abril de 2009

Te amo, te odeio


Hoje de manhã eu estava indo ao posto de gasolina onde mandei lavar o carro e passei por uma parada de ônibus onde estava escrito, bem grosseiramente: "Pedro, eu te odeio!"

Mais embaixo, havia um coração apaixonado e dois nomes - que não lembro mais quais eram - de supostos amantes, ou, pelo menos, de alguém que amava outro alguém e quis deixar ali registrado.

Talvez na ilusão de que algum dia esse outro alguém passe por ali e veja o que está se passando no coração do primeiro.


Talvez nenhum dos dois, o que odeia e o que ama, tivessem a coragem de abrir seus sentimentos para a pessoa diretamente envolvida, mas ambos tiveram a necessidade de expor, de alguma forma, aquilo que sentem lá no fundo de seu coração.


Somos assim mesmo. Temos a necessidade de colocar pra fora nossos sentimentos, mas muitas vezes não temos a coragem de dizer cara a cara a pessoa mais interessada em ouvi-los.


E assim, muitas vezes, vamos seguindo e nos iludindo que "talvez um dia o Pedro vá passar ali naquela parada de ônibus e vá ver o quanto ele me machucou, como ele me faz mal, como eu gastei dias de minha vida dando atenção a quem não merecia".


Talvez algum dia "o amor da minha vida vá passar ali naquela parada de ônibus e vá descobrir como eu o quero bem, como ele tem papel importante na minha vida, como eu poderia dar a ele todo o amor que possuo em meu coração".


E assim, algumas pessoas vão seguindo seu caminho, deixando de lado a parte mais importante que nos foi dada ao virmos habitar o Planeta Terra: nossos sentimentos, a convivência com as pessoas, o amor que temos para distribuir.


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Um comentário:

Cecília disse...

Muito bacana a sua forma de perceber as coisas. Parabéns pelo belo texto.

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