quarta-feira, 14 de julho de 2010

Ainda somos os mesmos...

... e vivemos como nossos pais.





Tenho muitas lembranças boas da educação que meus pais me deram. Até as coisas que eu achava ruins na época, agora vejo como foram boas para a formação do meu caráter.

Uma coisa que sempre me chamou a atenção na minha mãe foi que ela sempre estava em casa bem arrumada e maquiada (vai ver por isso hoje eu AMO maquiagem). Todos os  dias à tarde, depois de terminar com a "lida" da casa, minha mãe toma banho e se enfeita e se maquia. E fica em casa! Toda essa produção pra tomar um chimarrão e descansar. Eu sempre achei isso muito bacana, sempre admirei essa atitude na minha mãe. Sempre pensava que queria ser como ela quando crescesse. hihihi Mas nunca fiz isso, de me maquiar pra ficar em casa.

Agora que a Lara nasceu e eu fico em casa o dia todo só com ela, comecei a colocar isso em prática. Tento me maquiar todos os dias, pra não correr o risco de passar na frente do espelho e me assustar. A gente tem que se cuidar. Claro que ela é a minha prioridade, mas se eu descuidar de mim, não terei condições de cuidar direito dela.

Eu assisto aqueles programas em que uma baranga é transformada em menos baranga e sempre ouço elas dizendo: "depois que meus filhos nasceram eu me abandonei". Ai! Acho tão triste isso! A pessoa se abandona por causa de outra. É claro que eu sei que mãe faz tudo pelos filhos e não é disso que eu estou falando. Estou falando de abandono pessoal, da sua essência. Daquelas depressões em que as pessoas entram porque não souberam se valorizar, das tristezas que carregam porque não souberam usar o seu tempo de forma sábia, cuidando de si. To falando isso, porque sei, que lá no final, a única pessoa com a qual a gente vai poder realmente contar é com a gente. Os filhos crescem e vão viver a sua vida, os irmãos tem outras coisas pra fazer, os pais não estarão sempre conosco, os amores vem e vão, os amigos a gente vai trocando (e os que ficam também tem a vida deles) e assim por diante. No final das contas, a gente só tem a gente.
E mesmo quando a gente tem toda essa galera na volta (ô coisa boa!), pra resolver os conflitos, pra decidir o que fazer - ou não fazer -, pra segurar a barra, pra respirar fundo e seguir adiante, a gente precisa contar com a gente.

Assim, sigo o exemplo da minha querida mamãe e procuro me manter mais arrumada pra eu mesma, pra minha auto-estima, pra me olhar no espelho e ver uma cara bonita, pra tomar um chimarrão sozinha mesmo.

E assim, dou continuidade e exemplo pra minha filha, pra que ela forme seu caráter com coisas boas, sabendo que ela é uma pessoa maravilhosa e que poderá contar com a mamãe e com a vovó enquanto der, claro, mas que poderá contar com ela mesma por todos os dias de sua vida!

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5 comentários:

Suzi Musse disse...

Que lindo!!!
Adorei teu texto.
Tu tem tudo pra ser escritora!
Sabe passar bem o que sente.
Este teu texto é digno de ser colocado em rede nacional, mundial até.
Pois tem muita gente precisando dele.
Pra estimular.
A Lara tá cada dia mais linda!
beijinhos pras duas.
PS: que friozão, ne?

Karina K. disse...

Oi, amiga! É isso mesmo; assino embaixo. Muito bom teu texto, a Martha Medeiros que se cuide, hihihi!
Adorei a foto!!!
Beijos

Déia disse...

E acho que será assim pra sempre.

Os pais são bons e maus exemplos, sempre os usaremos como uma referência!

bj

Amanda Acker disse...

Nossa, amei esse texto Lily, mandei pras minhas manas-amigas (com os devidos créditos, hehehe)

Mariza disse...

Tudo Verdade !! Legal mesmo esse teu escrito, e me admira muito toda vez que entro no teu Blog sempre tá atualizado! Menina , que fôlego! Beijo nessa gatinha.

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