quarta-feira, 16 de maio de 2012

Blogterapia

Eis que a "guriazinha" começou a ir na escolinha. Os receios da mãe deram lugar a alegria de ver a filha feliz ao ir brincar com seus amiguinhos todas as tardes.

E hoje de manhã, um susto! Depois de muito (mas muito mesmo) choro e manha, a mãe perguntou se a filha queria, então, ir pra escolinha, pra brincar com seus amiguinhos, almoçar, fazer o soninho da tarde, e viu no rostinho molhado um sorriso de quem queria dizer: finalmente ela entendeu!

Ai! Será mesmo que eu entendi? Será que entendi que minha filha está crescendo, já tem amiguinhos (Isa, Antônia, Gio, Henrique...), já fica entediada de estar só com a mãe em casa todas as manhãs? Será que eu entendi que ela está buscando sua identidade, seus gostos? Será que eu entendi que elaquer ficar com seus iguais?

Acho que sim. Por mais que venham sentimentos de culpa, de alívio, de medo, de susto, hoje eu entendi que é importante e necessário, que é urgente e preciso! Entendi que o ninho não vai ficar vazio, que não precisarei esperar minha filha casar e sair de casa pra pensar: "tá! E agora?" Entendi que tenho que ser também a mulher e a esposa que quero ser, que preciso ser, pra não me deixar abandonar minhas atividades, meus sonhos, meus projetos e que mesmo sendo assim, não abandonarei nunca, de forma alguma, minha filha tão pequena que já sabe demonstrar (mesmo que de uma maneira desgastante) suas preferências.

Não vai parar por aqui, mas estou me sentindo muito aliviada em perceber que ela tem sua vida própria, seus desejos e suas alegrias e que está seguindo o seu curso e fiquei mais feliz ainda ao entender que eu estou conseguindo deixar ela seguir esse curso!

Fácil? Nem um pouco, mas estou orgulhosa de poder ter essa reflexão!

Eu sou Márcia e assim falei!




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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012



A nova moda aqui em casa agora é usar os sapatos da mamãe (ou de qualquer adulto que deixe os seus dando sopa).

Nosso bebezinho já está crescendo mesmo! Psicólogos estudados podem me dar os nomes técnicos, o que sei mesmo é que ela está experimentando estar "na pele da mamãe", ou como em bom inglês "in someone's shoes" (literalmente).

Eu trago essa filosofia com o olhar de quem vê sua filha amadurecendo, querendo experimentar como é essa vida para a qual nasceu. "Se a mamãe usa, também posso. E será que servirá? Será que eu saberei andar do mesmo jeito? Será que saberei reagir às circunstâncias da vida assim como a mamãe e o papai reagem? (pai e mãe sempre são heróis - hihihi)"

E isso é muito bacana de curtir. Ver seu pequeno querer ser grande e você querendo que ele fique pequeno pra sempre! Até hoje escuto minhas irmãs chamando meus sobrinhos de crianças (e a mais velha já vai fazer 28 em junho!).

Hoje foi o terceiro dia de adaptação na escolinha. Estamos nos adaptando bem. Mamãe achando que a filha é mais estimulada em casa - hihihihihihi - filha achando que a mãe saiu da sala e não vai voltar nuuuunca mais, até que ela volta e dá um colinho e tudo fica bem denovo, e até da vontade de brincar com aquelas crianças que um dia também estarão no mesmo papel dos seus pais hoje. Com o coração cheio de amor e aperto.

O ciclo da vida acontecendo! Que bom!

Aqui fotos tradicionais do primeiro dia na escola!





E pra ajudar a família nessa fase de adaptação/separação, chegou a nossa casa uma coisa mais fofa do mundo, a "Morgana", chamada de "Mimi" pela Lara, que acabou de chegar e já espalhou muito carinho em nossa casa.






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terça-feira, 31 de janeiro de 2012





Não é tão fácil assim como parece.
Quando eu não tinha filhos, achava que eles eram do mundo e não dos pais. hihihihihi.... Hoje que sou mãe eu sei que é assim, mas ontem confesso que foi um dos dias mais difíceis da minha vida. Matriculamos a Lara numa escolinha.

Escola de Educação Infantil é o nome politicamente correto. Todo mundo chama de creche. Eu decidi chamar de escolinha, porque assim me soa menos pior. E eis que a moça que estava fazendo a matrícula não parava de falar: "creche, creche, creche, creche, creche, creche". Cada palavra "creche" que ela falava parecia uma punhalada no meu coração de mãe de primeira viagem.

- "Ela chupa chupeta?", pergunta a moça
- "Não.", responde a mãe, "Também não toma mamadeira, nem toma leite, mas porque não gosta"
- "Mas ela come queijo, sanduiche", complementa o pai atencioso
- "Iogurte também não gosta, a gente já tentou, nem batida de frutas", mais uma informação da mãe
- "Embora como todas as frutas",finaliza o pai.
A moça só dá uma olhada e deve ter pensado:"era só dizer que não".

Quando a gente não tem filhos, vê uma situação dessas e pensa: "Mas que ridícula!"
E depois que é mãe, na mesma situação, pensa: "Mas que ridícula que eu sou!"

O quero dizer é que pais e mães são ridículos, sim. São amorosos, são ternos, são passionais. Amam tanto seus filhos que querem abraçá-los e dizer "é meeeeeu!".

Pais e mães de verdade precisam passar por essas situaçõesdo ridículo, pra que possam chegar em casa e se dar conta disso e poder respirar fundo e acreditar que amanhã, sim, é um novo dia e que seu filho está, sim, crescendo.

E a passos largos! Quando me dizem: curte porque passa rápido, eu penso: mas curtir mais que isso? não consigo! E eu tava grávida e hoje já estou preenchendo a agenda da escolinha da minha filha! Onde eu estava quando esse tempo passou????

Agora estou aqui escrevendo e vendo suas perninhas deitadas na caminha, dormindo o sono dos anjos. E duas lágrimas teimam em querer sair de meus olhos, porque eu agora sei o que é felicidade. Eu agora sei o que é amor incondicional.

E deixo um beijo pra todas as mães maravilhosas que encontro em meu caminho, e deixo um beijo pra minha mãe maravilhosa, que me deixou crescer e viajar e ir em busca da minha felicidade, me ensinando que é isso o que eu tenho que fazer também com a minha filha.






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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Enquanto a mamãe trabalha...

pra fazer esse jogo americano...



a filha descansa pertinho...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Voe

Abra as asas...

voe longe, voe alto!

Sinta seu coração pulsando de alegria

Viva a magia do instante que acontece.

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