terça-feira, 31 de janeiro de 2012





Não é tão fácil assim como parece.
Quando eu não tinha filhos, achava que eles eram do mundo e não dos pais. hihihihihi.... Hoje que sou mãe eu sei que é assim, mas ontem confesso que foi um dos dias mais difíceis da minha vida. Matriculamos a Lara numa escolinha.

Escola de Educação Infantil é o nome politicamente correto. Todo mundo chama de creche. Eu decidi chamar de escolinha, porque assim me soa menos pior. E eis que a moça que estava fazendo a matrícula não parava de falar: "creche, creche, creche, creche, creche, creche". Cada palavra "creche" que ela falava parecia uma punhalada no meu coração de mãe de primeira viagem.

- "Ela chupa chupeta?", pergunta a moça
- "Não.", responde a mãe, "Também não toma mamadeira, nem toma leite, mas porque não gosta"
- "Mas ela come queijo, sanduiche", complementa o pai atencioso
- "Iogurte também não gosta, a gente já tentou, nem batida de frutas", mais uma informação da mãe
- "Embora como todas as frutas",finaliza o pai.
A moça só dá uma olhada e deve ter pensado:"era só dizer que não".

Quando a gente não tem filhos, vê uma situação dessas e pensa: "Mas que ridícula!"
E depois que é mãe, na mesma situação, pensa: "Mas que ridícula que eu sou!"

O quero dizer é que pais e mães são ridículos, sim. São amorosos, são ternos, são passionais. Amam tanto seus filhos que querem abraçá-los e dizer "é meeeeeu!".

Pais e mães de verdade precisam passar por essas situaçõesdo ridículo, pra que possam chegar em casa e se dar conta disso e poder respirar fundo e acreditar que amanhã, sim, é um novo dia e que seu filho está, sim, crescendo.

E a passos largos! Quando me dizem: curte porque passa rápido, eu penso: mas curtir mais que isso? não consigo! E eu tava grávida e hoje já estou preenchendo a agenda da escolinha da minha filha! Onde eu estava quando esse tempo passou????

Agora estou aqui escrevendo e vendo suas perninhas deitadas na caminha, dormindo o sono dos anjos. E duas lágrimas teimam em querer sair de meus olhos, porque eu agora sei o que é felicidade. Eu agora sei o que é amor incondicional.

E deixo um beijo pra todas as mães maravilhosas que encontro em meu caminho, e deixo um beijo pra minha mãe maravilhosa, que me deixou crescer e viajar e ir em busca da minha felicidade, me ensinando que é isso o que eu tenho que fazer também com a minha filha.






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6 comentários:

Roberta Feltes disse...

Simplesmente lindo!
Espero ansiosa para o meu dia, ou melhor, meu momento mãe...
Mães bobonas hehehe
beijos e saudade de vocês!
Roberta feltes

Vanessa disse...

Lindo lindo... Adorei!

Karina K. disse...

Belo texto, amiga, e sei que tudo que está escrito aí é verdadeiro. Guarda isso para tua filha ler quando for adulta, pois vai fazer muito bem para ela saber o que a mãe sentia, pensava e fazia por ela.
E, ah, a gente sempre responde muito mais do que perguntam sobre os filhos, sim, hehe!
Beijos

Paty disse...

Lily!
Pra que me fazer chorar? hihihi! Que lindo isso!
Nossa, eu posso me imaginar nessa situacao. Esse pequeno aqui dentro, eu louca pra ele sair e depois louca pra ele voltar aqui pra dentro, como tu sempre me falou...
Te admiro muito como mae. E com certeza a Lara vai continuar sendo essa meninha amada que voces dois criaram juntos. Ela vai crescer e as alegrias vao crescer junto dela.

Um beijao e corre aqui se precisar derramar mais algumas lagrimas.

Karina K. disse...

Oi, amigaaa!!!
Tem um selinho pra ti lá no meu blog. Passa lá!
Bjs

! Colcha de Retalhos ! disse...

Lily, esqueceu de comentar a perguntar que TODAS AS MÃES respondem de forma equivocada.. hehehe... "Quantos anos TEM Ela???" e as mães respondem "VAI FAZER 2a"... hauahuahuaha... Essa é a que mais dou risadaaaa.

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